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Serviços sob demanda: inovação em tempos de crise

 

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Quando a economia retroage, normalmente impacta nos indicadores de desemprego, já que para a maioria das empresas, a folha de pagamento é um dos fatores que mais afetam o orçamento.

Entretanto, para sobreviver em épocas como esta as organizações precisam continuar mais atuantes que nunca e sem perder a qualidade na oferta de produtos e serviços.

É enxergando a crise como oportunidade, que muitos profissionais despontam com soluções inovadoras e empreendedoras transformando-as em verdadeiras fórmulas de sucesso. É claro que não basta apenas uma boa ideia, mas dominar a área em que pretende atuar e um bom planejamento também são fundamentais para se consolidar num mercado que está cada vez mais acirrado.

Segundo a última edição da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2015), a taxa de empreendedores iniciais (TEA) aumentou de 17,2% em 2014 para 21% em 2015. A TEA mede a proporção da população entre 18 e 64 anos que abriram um negócio há menos de 42 meses.

Pensando nisso que Simara Rodrigues, 37, e Vanessa de Paiva, 28, resolveram arriscar e criaram a SecGlobal, empresa pioneira no Distrito Federal, que oferece serviços de secretariado executivo e assessoria empresarial sob demanda. "O cliente que não precisa de um funcionário em tempo integral contrata nossos serviços apenas pelo período que necessita ou para um projeto específico, pagando por hora. Com isso, ele reduz custos, já que não tem despesas com funcionários e nem vínculos empregatícios e ainda conta o suporte de nossos profissionais", explica Simara, sócia-fundadora da empresa. De acordo com Vanessa, o primeiro contato com as empresas ocorrem por meio de uma reunião presencial e a partir daí a maior parte da demanda é feita de forma remota, por telefone, e-mail ou Skype. No portfólio há desde secretariado remoto, gestão de eventos, assessoria financeira e pessoal até planejamento de viagens e consultoria completa em processos licitatórios para profissionais liberais e organizações de todos os portes.

Outro exemplo de empreendedorismo é o de Fernanda Muniz, 36, que trabalhava no departamento de faturas em um hospital de Taguatinga e decidiu há três anos utilizar a expertise que tinha para explorar esse nicho do mercado. "Eu comecei a empresa prestando serviços de faturamento apenas para os médicos com os quais trabalhava e hoje já tenho clientes em todo o DF", esclarece Fernanda.

Para Christian Della Giustina, sócio diretor de uma empresa de consultoria e planejamento ambiental, os serviços sob demanda só otimizaram os negócios. "Cada vez mais as empresas modernas precisam otimizar o emprego de seus recursos, sobretudo no que tange aos recursos humanos. Empresas modernas focam em suas atividades fins, onde de fato está o seu expertise. O ônus de manter equipes para desenvolver atividades meio, sobretudo considerando os elevados custos trabalhistas, pode comprometer a eficiência de processos produtivos" afirma o Diretor.

Assessoria de Imprensa
Gelcio Filho
(62) 8225-0148
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Website: http://secglobal.com.br

 

Fonte: Revista Exame On-line
Veja a matéria na integra: http://exame.abril.com.br/negocios/dino/noticias/servicos-sob-demanda-inovacao-em-tempos-de-crise.shtml



Metamorfose na carreira

Profissões devem se reinventar, especialmente para acompanhar revoluções da tecnologia ou do mercado. Segundo especialistas, o movimento pode partir dos próprios trabalhadores da área.

Muito mais que atender telefone
Antes com atividades resumidas a atender o telefone e organizar a agenda do assessorado, a ocupação de secretário ganhou novas atribuições ao decorrer dos anos. “Antes era muito mais uma função e, atualmente, é de fato uma profissão”, explica a presidente do Sindicato das Secretárias e dos Secretários do Distrito Federal (Sisdf), Normélia Alves. Por conta da tecnologia (que facilitou a organização dos compromissos pessoais), as incumbências do profissional mudaram. Os graduados na área assessoram executivos, elaboram documentos, controlam a correspondência física e eletrônica, auxiliam na execução de tarefas administrativas e reuniões, prestam serviços em idioma estrangeiro, organizam eventos e viagens, entre outras atividades. Há ainda os técnicos, que revisam documentos e transformam a linguagem oral em escrita.

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Simara deixou um emprego de telefonista para começar a graduação em secretariado executivo

No currículo de Simara Rodrigues, 37, a parte referente à formação acadêmica é extensa. Além do curso superior em secretariado executivo, concluído em 2003 na Upis, ela fez especializações em pensamento estratégico, gerência de projetos, relações institucionais e iniciou um mestrado em educação, que deve ser retomado no próximo ano. Simara também concluiu cursos em dois idiomas: espanhol e inglês. Atualmente, assessora o presidente e quatro diretores da Fundação Sistel de Seguridade Social, coordena um curso de bacharelado numa faculdade privada e é proprietária de uma empresa de prestação de serviços de secretariado executivo. Para ela, a chave do sucesso está na especialização. “Os assessorados têm necessidades diferenciadas. Se você vai trabalhar com um executivo de fundo de pensão, por exemplo, vai precisar conhecer um pouco sobre o tema”, afirma.
FONTE:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/tf_carreira/2016/01/31/tf_carreira_interna,515965/metamorfose-na-carreira.shtml

 


 

Geração de renda verde
Profissionais focados em responsabilidade ambiental têm se tornado figurinhas carimbadas nas empresas. No entanto, colaboradores acreditam que o interesse de muitas organizações está apenas em atender legislações da área.

A preocupação com o meio ambiente gera empregos em diferentes ramos. Figuras como gestor ou analista de sustentabilidade têm se tornado mais frequentes, especialmente em organizações de grande porte. Apesar de não saber precisar quantos trabalhadores exercem funções do tipo no Brasil, a Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade (Abraps), fundada há quatro anos, conta com 600 associados e avalia que as oportunidades na área estão em crescimento com perspectivas promissoras. Se consideramos os chamados empregos verdes, que incluem qualquer função que reduza consequências ao ambientais, os números são mais significativos: só no Brasil, são cerca de 3 milhões (veja quadro Redução de impacto).

Alexandre Luiz de Miranda Mac Dowell, diretor-presidente da Abraps, afirma que as contratações dos dois tipos de profissionais são fruto da valorização do desenvolvimento sustentável por parte da sociedade, do governo e das empresas. “As organizações estão se estruturando para incorporar novas competências nesse sentido por meio de profissionais especializados.” Apesar da crise, a previsão do diretor da associação é de que o recrutamento continue em alta. “Há demissões naquela parcela de organizações que vê o tema como algo supérfluo. Mas as instituições que incorporaram isso como valor precisam desses trabalhadores.”

Viviane Queiroz, sócia-diretora da empresa de consultoria e desenvolvimento humano Vizzan, lamenta o fato de a sustentabilidade não ser resguardada de cortes. “O conceito costuma entrar para a empresa como um objetivo duradouro, mas, na hora em que é preciso reduzir gastos, é o primeiro a ser cortado”, revela. Fernando de Araújo Bueno, consultor em sustentabilidade, professor do Institute Business Education / Fundação Getulio Vargas (IBE / FGV) e diretor de Sustentabilidade do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Campinas, observa que “para tratar o tema com seriedade é preciso ter capital humano no ramo”. Segundo ele, a formação para atuar no setor perpassa, principalmente, pós-graduações. Contudo, a oferta ainda é pouco significativa na academia.

Radiografia do setor

O levantamento Profissionais de sustentabilidade: atuação, projetos e aspirações, feita pela Abraps e pela empresa de consultoria Deloitte, traça um perfil de quem trabalha com o tema no país. Entre as principais características, estão o fato de a formação dessas pessoas ser multidisciplinar, o que se reflete na distribuição delas em vários setores nas instituições. Cerca de 40% dos profissionais do ramo têm até 35 anos. “São indivíduos da geração Y que cresceram com uma consciência ambiental. Eles não estão nem tão de olho no salário, pois brigam por uma causa maior”, detalha a psicóloga Viviane Queiroz.

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A secretária executiva Vanessa domina temas diversos para o trabalho

Um terço dos entrevistados ganha mais de R$ 9 mil por mês, o que reflete uma tendência de valorização dessas posições. “No momento, todo mundo está restringindo, então pode haver mudanças, mas acima de 20% têm um salário significativo (acima de R$ 15 mil), um indicativo de que há posições de sustentabilidade de alto nível”, indica Mac Dowell.

Um em cada três respondentes avalia que a empresa em que trabalha está em estágio de desenvolvimento quando se fala em práticas sustentáveis, sugerindo que o foco de boa parte das organizações nesse sentido é apenas atender regulamentações — como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, a Lei de Recursos Hídricos, o Novo Código Florestal Brasileiro, a Lei do Parcelamento do Solo Urbano, a Lei da Exploração Mineral e a Lei dos Crimes Ambientais —, em vez de apresentar preocupação genuína com o tema. “O aspecto legal é um dos grandes motivadores do comportamento das empresas, pois elas precisam dominar isso para evitar problemas e crescer”, pondera Alexandre Mac Dowell.

“Os empregos da sustentabilidade ainda são um movimento muito tímido, que cresce conforme as leis e as associações vão tomando forma e força”, observa Viviane Queiroz, que atua como consultora de RH de grandes empresas. “Muitas organizações fazem uma maquiagem na atuação de sustentabilidade, outras (que geram grande impacto ambiental) só mantêm projetos porque são obrigadas. Nesse quesito, nosso país ainda está na pré-escola”, critica a coach.

Já Fernando Malta, assessor técnico e de Relações Institucionais do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), acredita que a legislação não é mais o grande motivo por trás das contratações no ramo. “As leis ambientais pipocaram nos anos 1970 e 1980. O que tem motivado oportunidades é o próprio mercado: não é obrigatório fazer um relatório de sustentabilidade, por exemplo, mas isso é visto como uma necessidade, o que acaba gerando emprego.”

Redução de impacto

Relatório da Iniciativa Empregos Verdes prevê que a adoção de modelos produtivos mais sustentáveis pode gerar de 15 milhões a 60 milhões de empregos até 2030 em todo o mundo. No Brasil, há 2,9 milhões de pessoas em empregos verdes, segundo o relatório — o que corresponde a 6,6% dos postos formais. É preciso observar que nem todos esses trabalhadores exercem funções diretamente relacionadas à sustentabilidade. O relatório considera que qualquer posição que possa reduzir impactos ambientais pode ser chamada de emprego verde, é o caso de motoristas de ônibus (que evita o uso de carro por mais pessoas)

Perfil do profissional de sustentabilidade

Os trabalhadores
Gênero
58% mulheres
42% homens 

Idade
10% menos de 27 anos
32% de 27 a 35 anos
27% de 34 a 44 anos
18% de 45 a 53 anos
9% de 54 a 62 anos
4% mais de 62 anos 

Formação
3% curso técnico
22% graduação
44% especialização
24% mestrado
6% doutorado 

Áreas de formação
20% administração
19% engenharias
14% gestão ambiental
10% propaganda e marketing
6% jornalismo
5% economia
4% ciências biológicas
2% ciências contábeis
2% serviço social
1% direito
1% recursos humanos
1% relações públicas 

Remuneração
12% menos de R$ 3 mil
50% entre R$ 3 mil e R$ 9 mil
16% entre R$ 9 mil e R$ 15 mil
11% entre R$ 15 mil e R$ 20 mil
11% - acima de R$ 20 mil 

O que o motivou a ir para essa área?
70% realização pessoal
55% admiração pelo tema
8% retorno financeiro
3% indicação de família ou amigos 

As empresas
Setores de atuação
62% empresas de vários ramos
17% consultorias
11% universidades
9% associações / entidades
1% governo 

Fontes: Abraps e Deloitte

Trabalho integrado

Empregados da empresa de consultoria ambiental Geológica, Verena Felipe Mello, 31, engenheira florestal e graduada em turismo; André Luiz Guimarães, 38, publicitário; Charlene Franco, 31, arquiteta; Tiago Dantas, 32, engenheiro civil e ambiental; Vanessa Gonçalves de Paiva, 27, secretária executiva; e João Batista Chaves, 31, engenheiro ambiental, são exemplo da diversificada gama de profissionais que trabalham com sustentabilidade.

A empresa nasceu como incubada do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília (CDT/UnB) em 2001 e, hoje, é a maior do ramo no Centro-Oeste, com quatro unidades prestando serviços para clientes em Brasília e em 14 estados. “Empresas costumam ficar encubadas cinco anos. Em 11 meses, saímos de lá para ter nossa própria sede, tamanha foi a procura pelos nossos serviços”, complementa Cristiano Goulart, 39, sócio e presidente da empresa. Entre os clientes estão o GDF, o governo federal, construtoras e uma série de outras instituições. Há nove anos na empresa, Vanessa entrou como estagiária e foi crescendo. “Aprendi na prática. Preciso combinar conhecimentos de administração, licitações e serviços ambientais no dia a dia”, conta.

“A área ambiental é um mundo de oportunidades”, define João Batista, que está na empresa desde 2007 e, hoje, é gerente de Monitoramento Ambiental. “Meu papel é refinar a parte técnica, para incorporar a sustentabilidade de uma forma não utópica, atender a legislação e gerar impacto positivo.”

Essa é uma das características necessárias a profissionais do ramo listadas por Fernando Malta, assessor do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds). “Esse colaborador precisa estar atento a questões globais e sociais e, ao mesmo tempo, não pode estar descolado do que gera valor para a empresa”, defende.

 

Veja a matéria na integra: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/tf_carreira/2016/01/17/tf_carreira_interna,514273/geracao-de-renda-verde.shtml

 

Fonte: Correio Braziliense